Só discurso não vai resolver o problema da violência



Entra governo, sai governo, repete-se a mesma cantilena demagógica. Logo que o novo secretário de segurança pública assume o posto, anuncia-se o que se convencional chamar de “ações inéditas” para combater a violência que se instalou definitivamente na cidade de Porto Velho, considerada uma das capitais mais violentas do país, segundo estudos de organismos especializados. Enquanto as boas intenções oficiais não saem do papel, a população continua à mercê da marginalidade. Já disse, e repito, que não é mais possível tangenciar diante do problema, cedendo terreno, quer seja pelo silêncio, quer seja pela adoção de medidas inócuas, que em nada contribuem para devolver à sociedade o mínimo de segurança.

A população vem sendo atrozmente agredida por inimigos sociais, que não respeitam as leis, a polícia e a Justiça. O cidadão perdeu o sossego na sua própria casa ou no trabalho, exemplo mais recente de uma professora que foi assassinada dentro da sala de aula de uma faculdade local. Sair às ruas, nas primeiras horas da noite, é risco de morte. Todos, sem distinção, são alvos fáceis de criminosos. A capital do estado de Rondônia transformou-se não numa espécie de vestíbulo, mas no próprio inferno, no império de satanás, onde o que predomina, naturalmente, é a lei do mais forte contra o mais fraco.

Estamos às vésperas de novas eleições. Logo, vão aparecer candidatos com suas fórmulas milagrosas, prometendo resolver não somente o problema da violência, como também os entraves da saúde e educação. E o pior é que ainda tem muita gente que acredita nos farsantes. São os mesmo que se mantém na crista da onda politica por sucessivos mandatos, sem, contudo, produzirem nada de concreto em proveito do povo que juram defender.



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