
A convenção e as articulações internas do MDB em Rondônia explicitaram um dos episódios mais tensos da trajetória recente do partido ao vetar formalmente a indicação do ex-ministro e ex-senador Amir Lando para compor, como candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo senador Confúcio Moura. O veto, imposto diretamente pelo grupo liderado por Confúcio sob o pretexto oficial de adequação a critérios de paridade de gênero ou divergências de alianças locais, revelou na prática uma disputa pelo controle da legenda e resultou na exposição pública de uma das figuras mais emblemáticas do emedebismo no estado e no cenário nacional.
Amir Lando, cuja carreira política se confunde com a consolidação da sigla em Rondônia e que ganhou projeção nacional como relator do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992, viu sua pretensão ser sumariamente rejeitada nos bastidores partidários. Para além do jogo de forças eleitoral, o desfecho do processo provocou fortes reações em alas do MDB rondoniense, que classificaram o veto como uma humilhação desnecessária imposta a um líder histórico da agremiação, evidenciando o pragmatismo e a divisão interna entre a velha guarda tradicional e as lideranças que atualmente detêm o comando das instâncias decisórias da sigla.
Fonte: noticiastudoaqui.com