
Uma das mais graves tragédias registradas neste ano nas rodovias federais de Rondônia deixou cinco pessoas mortas na noite de quinta-feira (6), após uma violenta colisão frontal entre um automóvel de passeio e um caminhão bitrem na BR-364, nas proximidades de Porto Velho. O impacto foi tão intenso que o veículo de passeio ficou completamente destruído, provocando a morte instantânea de todos os ocupantes. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Corpo de Bombeiros, a Perícia Criminal e o Instituto Médico Legal (IML) foram mobilizados para atender à ocorrência e realizar os procedimentos de resgate e investigação.
As cinco vítimas fatais foram identificadas na manhã desta sexta-feira (7). Entre elas estão adultos, uma criança de oito anos e um bebê de apenas seis meses, ampliando a comoção provocada pelo acidente. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e pelos veículos de imprensa, morreram Maria dos Anjos Pereira, Antônio Dalprá Pereira, de seis meses, Maria Vitória Pereira dos Santos, de oito anos, além de outros dois ocupantes do veículo, todos integrantes do mesmo grupo familiar.
De acordo com as informações preliminares levantadas no local, o acidente ocorreu quando os dois veículos colidiram frontalmente em um trecho da BR-364. A violência da batida destruiu completamente o automóvel, deixando seus ocupantes presos às ferragens. Equipes do Corpo de Bombeiros precisaram utilizar equipamentos de desencarceramento para retirar os corpos, enquanto a rodovia permaneceu parcialmente interditada durante o trabalho das equipes de emergência e da perícia.
O motorista do bitrem permaneceu no local, prestou esclarecimentos às autoridades e será ouvido durante a investigação. As circunstâncias exatas que provocaram a colisão ainda não foram oficialmente esclarecidas. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Técnico-Científica analisam vestígios encontrados na pista, marcas de frenagem, posição final dos veículos e demais elementos que possam indicar a dinâmica do acidente.
A tragédia volta a chamar atenção para a elevada quantidade de acidentes graves registrados na BR-364, principal corredor logístico da Região Norte. A rodovia concentra intenso fluxo de caminhões, carretas e veículos de passeio, especialmente nos trechos entre Porto Velho, Candeias do Jamari, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. Em diversos pontos, especialistas apontam que o grande volume de veículos pesados, aliado a ultrapassagens indevidas, excesso de velocidade, fadiga ao volante e condições adversas de tráfego, aumenta significativamente o risco de colisões frontais, consideradas as mais letais nas rodovias brasileiras.
Levantamentos nacionais de segurança viária mostram que colisões frontais figuram entre os acidentes com maior índice de mortalidade, justamente pela soma das velocidades dos veículos envolvidos. Quando um automóvel de passeio se choca contra um caminhão de grande porte, a diferença de massa entre os veículos reduz drasticamente as chances de sobrevivência dos ocupantes do veículo menor, mesmo quando utilizam equipamentos de segurança.
A Polícia Rodoviária Federal reforça que o respeito aos limites de velocidade, a manutenção da distância segura, a atenção às condições da pista e a realização de ultrapassagens apenas em locais permitidos são medidas fundamentais para reduzir o número de acidentes graves. A corporação também alerta que dirigir sob efeito de álcool, utilizar o celular ao volante ou conduzir veículos após longas jornadas sem descanso continuam entre os fatores que mais contribuem para ocorrências fatais nas rodovias federais.
Enquanto a investigação busca esclarecer a dinâmica da colisão, familiares e amigos das vítimas enfrentam o impacto de uma perda irreparável. O acidente reforça o histórico de tragédias da BR-364 e reacende o debate sobre a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, fiscalização, duplicação de trechos críticos e educação para o trânsito, medidas apontadas por especialistas como essenciais para reduzir o número de mortes em uma das rodovias mais movimentadas da Amazônia.
Fonte: noticiastuddoaqui.com