Silvia Cristina e Bruno Bolsonaro devem repetir 2018 com a eleição mais tensa e acirrada para o Senado dos últimos 40 anos




A disputa será voto a voto para uma das 2 vagas ao Senado por Rondônia. Silvia Cristina e Bruno Scheid estão tecnicamente empatados em vários cenários eleitorais. Nas duas últimas pesquisas Sílvia e Bruno aparecem como favoritos à segunda vaga ao Senado. Faltam 38 dias para as eleições e o cenário eleitoral para o Senado em Rondônia está totalmente inédito pela corrida acirrada. Fernanda Máximo aparece à frente em todas as pesquisas. A eleição ao Senado em 2026 deverá repetir a tensão de 2018.jornalistavictoriabacon.com.br

As duas últimas pesquisas realizadas por institutos que atuam nacionalmente e de relevância; Real Big e Quaest, apresentam um mesmo cenário: Silvia Cristina e Bruno Bolsonaro Scheid empatados.

Na Quaest, Sílvia e Bruno estão exatamente com 11%. Na Real Big Data dentro da margem de erro de 3 pontos (14% e 13%), ou seja, também empatados.

Interessante observar que ambos os institutos foram contratados por veículos de comunicação. Com a mesma quantidade de eleitores pesquisados e realizada a referida pesquisa nos municípios-polos de Rondônia (em todas as regiões do estado).

Será a eleição mais difícil e acirrada da história das campanhas eleitorais em Rondônia dos últimos 40 anos, pois Rondônia iniciou sua primeira eleição em 1986.

As duas vagas ao Senado, uma das duas vagas deverá sim ficar entre Silvia e Bruno, decidida voto a voto como ocorreu, quase semelhante a 2018, quando Jaime Bagatolli perdeu por pouquíssima diferença de Confúcio Moura. Faltando 10% para finalizar a apuração das urnas em 2018, só para se ter uma ideia, Bagatolli estava à frente de Confúcio que virou na capital, Porto Velho e venceu a eleição por uma diferença de 1,17% a menor diferença do Brasil entre os candidatos.

A eleição de 2026 não será diferente. Aliás, será mais acirrada, sendo decidida voto a voto. A diferença entre Silvia e Bruno será extremamente apertada. Essa jornalista vem alertando desde o início do ano esse cenário eleitoral para o Senado, com a comprovação das últimas pesquisas que atestam o que o blog vem demonstrando.

Bruno e Silvia são da mesma região geográfica, Ji-Paraná. Silvia tem como ponto positivo o seu mandato de deputada federal e suas diversas ações que a fez conhecida nos quatro cantos de Rondônia.

Bruno tem a seu favor o voto fiel da ultra Direita fiel ao ex-presidente Bolsonaro, num estado que entre 60% a 70% dos eleitores se declaram de Direita e entre 30% a 50% são devotos ao voto da legenda bolsonarista (PL-22).

O ponto negativo para Silvia é o alinhamento com um partido de Centro(PP), partido que a acolheu, após sua saída do PL. Parte dos eleitores da ultra Direita e mesmo os de Direita a vê com reservas e limitada não representando os anseios dessa mesma parcela de eleitores que se declaram de Direita. Mesmo assim, Silvia ainda nutre parcela significativa do eleitorado de Direita que não se identifica diretamente com o bolsonarismo mais alinhado e fiel.

Quanto a Bruno, o ponto negativo está relacionado a estar descoberto da totalidade dos eleitores de Direita. Mesmo com discursos alinhados contra os desmandos do STF e as políticas da esquerda que favorecem o afrouxamento das leis penas mais severas, Bruno consegue cativar diretamente o eleitor identificado com o elo bolsonarista-ultradireitista(ideologicamente) e não a Direita com ações de política de estado. O ser de Direita é aquele que combate a Esquerda e a nega, e não necessariamente pertencer a casta bolsonarista.

Silvia tem a entrada de Acir Gurgacz na disputa que poderá lhe tirar votos pela semelhança do perfil de eleitor. Bruno tem de disputar voto dentro do mesmo partido, ou seja, Fernando Máximo. Não existe comprovação que o eleitor de Fernando votará em Bruno pelo fato de serem do mesmo partido. Fernando faz a campanha dele e não criou um elo com Bruno, o que deveria ter sido construído lá trás. Santa Catarina atravessa a mesma situação com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni ambos do PL e cada qual trabalhando independentemente e favorecendo o candidato da terceira via, Esperidião Amin.

Por fim, Sílvia e Bruno buscam uma das duas vagas ao Senado de aproximadamente 1 milhão e 268 mil eleitores daqui daqui a 38 dias, em 4 de outubro. E será voto a voto. Tensão e muita emoção!



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