
MESQUITA DE FIGUEIREDO
Depois de muito tempo me atrevo escrever esses Fragmentos Gerais e de início constato que os tempos mudaram. Quando iniciei como repórter, há alguns anos, usava uma máquina datilográfica, onde tive um desempenho sofrível. De lá para cá muitas coisas aconteceram. A velha máquina se tornou obsoleta e o computador ocupou o seu lugar nas redações dos órgãos de imprensa.
Nessa linha, em razão dos avanços tecnológicos, experimentou-se a informática analógica, vencida pela digital, já superada pela inteligência artificial. Como se vê houve muitos avanços tecnológicos, eu que sou pré analógico, teria que começar tudo novamente, mas o tempo se esvai. Mãos à obra.
Funeral do MDB
Na semana passada liguei para um amigo para tratarmos de um assunto, na ocasião ele sugeriu para adiarmos a conversa, pois se encontrava no Diretório Regional do MDB que acabava de morrer vítima de traição, desorganização e ciladas armadas por membros, ex membros que seguem à risca o Príncipe de Maquiavel, não contente com o triste fim da velha agremiação, em pleno velório pensavam em executar a máxima de Maquiavel de que “os fins justificam os meios” , ou seja, não bastaria só matar o MDB, é preciso destruir a casa para que ele não seja lembrado e não possa ressurgir.
Balaio para todos os gostos ou gatos
O plano maquiavélico, no mau sentido, seria destruir o espaço físico onde o MDB ainda é lembrado, o prédio do Diretório Regional do MDB, onde vagam almas penadas de todas tendências abrigadas no partido de Ulisses Guimaraes, Teotônio Vilela, Talhes Ramalho, Josafá Marinho, Chico Pinto, Orestes Quércia, Dante Oliveira.
O MDB era uma, balaio que abrigava as mais diversas tendências, mas nos últimos tempos se tornou a serviço do governo. Se há governo, sou a favor. Contrariando a expressão “se há governo sou contra” muito comum, pós ditadura.
Ao invés de partido, casa de oração
Nesses dias de luto e nojo pelo passamento do MDB, na antiga sede o ambiente era pesado, tenso. Alguns pensavam em ressuscitar o velho partido, outros queriam se livrar definitivamente e esboçavam um plano para transformar o casarão do finado em uma casa de oração pentecostal. pois assim o MDB além de morto e sepultado seria esquecido.