O VASSALO
A origem sempre se faz presente nos atos e atitudes das pessoas ao longo da vida. Num ou noutro momento um dos elementos originais se manifesta como uma marca, uma identidade. Mesmo que, através do mimetismo profissional, tente ocultar.
Foi o que sucedeu com o ministro José Antônio Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, STF que, na 2ª feira de 16 de junho de 2019, revelou, mais uma vez, sua origem de vassalo jurídico.
Formado em direito pela USP, começou a carreira como assessor da Cut e da bancada do PT no Congresso Nacional. Chegou no Palácio do Planalto assessorando o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente Lula e, por último, à ex-presidente Dilma Roussef, na condição de Advogado Geral da União.
Não tem mestrado, doutorado e não é autor de obra jurídica relevante. Mesmo assim, foi considerado portador de ‘notável saber jurídico’ para ser indicado, aos 42 anos, para uma das onze cadeiras do STF. Mesmo carregando no currículo duas reprovações em concurso para juiz de 1º grau. Mas os ‘patrões’ precisavam de gente de confiança na Corte.
Ao suspender o processo de repercussão geral que envolve o hoje senador Flávio Bolsonaro, sob suspeitas de estripulias nada republicanas quando deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Dias Toffoli só precisou de uma firula jurídica – a de que ‘o Ministério Pública estava atuando sem supervisão jurídica’, como alegou a defesa.
Pronto. Aí estava o gancho para o ministro demonstrar sua simpatia, servidão e vassalagem ao Chefe da Nação. Com a suspensão do processo, Fabrício Queiroz, o assessor do senador Bolsonaro denunciado pelo Coaf, não precisa mais se esconder para não ter que falar o que não é para ser dito em público.
Assim, Toffoli fica de boa com o presidente Jair, com o senador Flávio e com a poderosa família Bolsonaro. Mesmo que, para isso, tenha suspendido todos os processos de combate à corrupção em curso pela Operação Lava a Jato.
Aliás, paralisar as atividades do Ministério Público Federal, talvez tenha sido a principal razão do temerário ato. Mesmo que a Nação fique de mau com ele.
Afinal, mesmo sendo chefe do Poder Judiciário, um dos Três Poderes da República, o costume do cachimbo deixou-lhe a boca torta e não resistiu à tentação e oportunidade de exercer a vassalagem que o levou a tão altas nuvens.
Mas tudo passa, tudo acaba. Até a paciência pacifista do povo brasileiro, que paga gordos salários e banca altos privilégios a agentes públicos impatriotas.
Osmar Silva – Jornalista – Presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON – Diretor/editor do noticiastudoaqui.com – sr.osmarsilva@gmail.com – WhatsApp 99265.0362
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