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Hoje, dia 5, último prazo para a realização de convenções partidárias, os partidos restantes lançam seus candidatos a prefeito, vice e vereadores. Muitas atas abertas esperando as últimas manobras ou nomes para pôr ou tirar.
Os 52 municípios de Rondônia estão vivendo este momento da democracia, onde quem disse que ia, desistiu e, quem nem se imaginava, entrou no jogo.
Os vices prefeitos são peças estratégicas nesta arquitetura eleitoral. Deles, se exige qualidades excepcionais: lealdade, grana para ajudar, capacidade de gestão e poder para, se não juntar, pelo menos não espalhar. Ou seja: a pessoa tem saber camuflar e esconder suas ambições pessoais.
Entre os candidatos a vereador, todos são importantes, pois são eles que dão capilaridade à campanha do candidato a prefeito. Neste quesito, Mariana Carvalho não pode se queixar: tem mais de 300.
Mas alguns candidatos às câmaras, são mais importantes: aqueles que o candidato e o partido querem, de fato, eleger. Para isso, toda mumunha é praticada, de forma oculta, para não ofender os demais.
Nesse compasso, o advogado Vinícius Miguel, de Porto Velho, amarelou e abandonou a candidatura, deixando seus correligionários no pó da decepção. Foi fortalecer outro nome de outro partido.
Quem sabe daí sairá aquele que puxará Mariana para o 2º turno?
O prefeito Isaú, de Ji-Paraná, que andou perto de passar as eleições na cadeia, não só voltou ao cargo como é candidatíssimo a retornar ao Palácio Urupá, construído pelo Teixeirão e Assis Canuto.
Em Ariquemes, o Fera tá virando bichinho doméstico, a Carla sai na frente e o Lucas Follador, ex-deputado federal por alguns meses, recuou sua candidatura de prefeito, representando a Associação Comercial e Industrial, a elite da cidade, para uma modesta vaga de candidato à vereador. É mais factível.
Nestes 60 dias até as eleições em outubro, em turno único para cidades com menos de 200 mil habitantes, além de tudo que a lei permite, vai rolar muito tapetão jurídico paralelo, cobrando tudo o que a lei não permite e até o que está sem cominação legal.
Aliás, isto é muito do que estamos vendo nas mais altas cortes jurídicas do país, dando e ensinando maus exemplos aos ainda, na sua maioria, honrados juízes de primeiro grau.
São duas campanhas paralelas: a das redes de comunicação e das ruas, e a do tapetão judiciário presencial e online. O candidato pode ganhar numa, e perdeu na outra.
Haja coração!
É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje.
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Veja agora, manifestações complementares sobre os fatos acima, em pequenos vídeos.
Fonte: noticiastudoaqui.com
