Papagaio foi flagrado sem conseguir voar em uma plantação de cacau. Especialistas dizem que é possível que a ave tenha ficado bêbada, mas também pode estar com algum problema de saúde.

Um vídeo curioso gravado em Ji-Paraná (RO) está chamando atenção nas redes sociais: um papagaio aparece com dificuldade para se equilibrar e voar, parecendo “bêbado“, após consumir cacau fermentado. O registro, feito pelo agricultor Oseias Duarte, já ultrapassou 2 milhões de visualizações:
Segundo Oseias, o flagrante aconteceu dentro de uma plantação de cacau. Ele conta que encontrou a ave caída no chão e tentou ajudá-la.
- “Coloquei o papagaio em um galho, mas quando passei de novo, ele tentou voar e caiu. Foi aí que resolvi gravar o vídeo”, disse.
Nas imagens, o animal parece desorientado, como se estivesse “tonto”. Oseias explica que o cacau fermenta rápido quando fica fora da geladeira, adquirindo cheiro e sabor mais fortes, o que pode ter atraído o papagaio.
Comportamento do papagaio
O Grupo Rede Amazônica conversou com dois especialistas em aves para entender o comportamento do animal. O biólogo e médico veterinário Guilherme Marietto explica que frutas fermentadas podem produzir pequenas quantidades de álcool, capazes de causar efeitos semelhantes à embriaguez em animais.
Casos assim são mais comuns em macacos, especialmente na África, com frutos da marula. Ele alerta que, embora não seja uma intoxicação grave, o risco é deixar o animal vulnerável a predadores.
O biólogo e professor Marco Aurélio Pizo afirma que a ingestão de frutas fermentadas pode, de fato, provocar alterações comportamentais em animais, mas ele alerta que o comportamento observado também pode estar relacionado a algum problema de saúde.
No caso específico, o animal não foi analisado. Oseias afirma que não encontrou mais o papagaio no dia seguinte. Segundo ele, sua plantação recebe visitas frequentes de animais silvestres, como papagaios e macacos.
Nas redes sociais, o vídeo gerou grande repercussão, com internautas fazendo brincadeiras e levantando hipóteses sobre o que teria acontecido com a ave.
*Por Raíssa Fontes, da Rede Amazônica RO