
Quando a Associação Brasileira de Imprensa(ABI) instituiu, em 1931, o Dia do Jornalista em 7 de abril, estava protestando contra o assassinato do pioneiro do jornalismo no Brasil, médico e jornalista Líbero Badaró, cem anos antes, em 1830. Agressões que persistiam até àquela data contra a liberdade de imprensa e de expressão no país da era Vargas.
Ontem, 7 de abril de 2026, mais 96 anos depois, o fato mais eloquente da data em Rondônia, não foi nenhuma comemoração, mas o protesto do jornalista, radialista e advogado Arimar Sousa de Sá, que, no editorial do dia, no seu programa A Voz do Povo, no Rádio Caiari, protestava e denunciava, veementemente, o Poder Público de Rondônia, por se achar alvo de perseguição política ao não se enquadrar entre os que só dizem amém.
Veja a manifestação no vídeo a seguir:
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Embora Rondônia conte com várias instituições representativas da imprensa em suas várias formalidades de expressão, como a Federação Nacional dos Comunicadores, Associação da Imprensa de Rondônia, Adjore’s no interior do estado, Sindicato dos Jornalistas, Ajeb Rondônia congregando jornalistas e escritores, além de entidades oficiosas como o União dos Jornalistas e até Confraria 30+, de jornalistas com mais de 30 anos, nada houve para comemorar a data de uma profissão considerada essencial para a democracia e que já foi chamada ‘antena da raça humana’.
Como estamos numa Democracia Relativa, o jornalismo sério, comprometido com a sociedade e os fatos, se encontra em estágio de degradação e desvalorização, coisa típica de estados autoritários e absolutistas, como este que, no momento, vivemos no Brasil. E isso desce aos entes federativos, como se ver na denúncia e no clamor de Arimar, por respeito e justiça.
Mas, pelo menos, o sindicato se manifestou em solidariedade ao jornalista Arimar, que construiu uma carreira respeitosa, com pertinácia, dedicação e honradez, nestas últimas três décadas.
Veja o posicionamento do sindicato:

Fatos como este, se soma a outras agressões, mais graves, como assassinato de profissionais de comunicação, como já ocorreram em Machadinho do Oeste e Jaru, por exemplo. A arma está sempre pronta.
Hoje, a censura voltou a dominar o ambiente da liberdade de imprensa, por vários meios, inclusive por sufocamento financeiro. A arma utilizada na manifestação de hoje.
Ou todos se unem, ou serão devorados pelo predador das redes sociais que só carece de uma pessoa jovem e um celular. E meia dúzia de palavras atravessando a língua pátria. Ou de um texto da IA.
Fonte: noticiastudoaqui.com