
Redação, Porto Velho RO, 03 de janeiro de 2025 - A fronteira terrestre entre o Brasil e a Venezuela amanheceu fechada neste sábado (3), na cidade de Pacaraima (RR), horas depois de os Estados Unidos anunciarem um ataque militar de grande escala ao território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro. A medida, que gerou surpresa e apreensão entre moradores e autoridades, representa uma escalada significativa nas tensões geopolíticas na América do Sul.
Imagens feitas por volta das 8h mostram cones e viaturas militares bloqueando o acesso no ponto de fronteira, com presença de policiais e tropas do Exército próximo ao marco onde estão hasteadas as bandeiras do Brasil e da Venezuela. Moradores relataram um clima de expectativa e cautela, sem confrontos até o momento.
O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou nas redes sociais que forças americanas teriam capturado Maduro e sua esposa durante a operação militar, transportando-os para fora da Venezuela. Até o momento, a informação não foi confirmada por fontes independentes ou organismos internacionais.
O fechamento da fronteira ocorreu em meio ao ataque americano que atingiu diversas regiões venezuelanas, incluindo a capital Caracas, e provocou explosões ouvidas pela população e relatos de forte movimentação militar. O governo venezuelano rejeitou a ação, classificando-a como agressão militar e violação da soberania nacional, e não reconheceu a prisão de seu líder.
No lado brasileiro, autoridades de Roraima enfatizaram a necessidade de diálogo e reforço da segurança na região fronteiriça, diante do potencial de repercussões humanitárias e de fluxo migratório. O governo estadual reafirmou o compromisso com a manutenção da paz e da ordem pública, e informou estar em constante comunicação com órgãos federais.
Especialistas ouvidos por veículos locais alertam para os impactos diretos e indiretos em Roraima, especialmente no que se refere à segurança e à economia das cidades fronteiriças, que dependem historicamente de relações transfronteiriças com a Venezuela. A crise sublinha as incertezas regionais diante de um episódio militar de grandes proporções.
O desenrolar dos acontecimentos segue em curva ascendente, com governos e organismos internacionais monitorando os efeitos do ataque e as respostas diplomáticas que podem surgir nas próximas horas.
Fonte: noticiastudoaqui.com