Síndico que matou corretora já tinha sido preso por outro crime



Cléber Rosa de Oliveira foi detido em flagrante em 2022 por adulteração de placa de veículo

Antes de confessar ser o assassino da corretora Daiane Alves Souza, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, já havia sido preso anteriormente por um outro crime. É o que apontam registros do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que mostram que ele foi detido em flagrante em 2022 por adulteração de placa de veículo.

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Na ocasião, Cléber foi abordado por policiais militares e admitiu ter modificado a placa do carro com fita isolante para dificultar a aplicação de multas de trânsito. O caso resultou em prisão, seguida de liberação mediante pagamento de fiança de R$ 1,2 mil. O processo acabou arquivado em maio de 2025.

CLÉBER CONFESSOU TER MATADO DAIANE

Síndico do condomínio onde a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desapareceu em Caldas Novas (GO), Cléber confessou o homicídio e levou a polícia até o local onde deixou o corpo da vítima. Ele foi preso na madrugada da última quarta-feira (28).

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De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação, além do síndico, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de envolvimento no crime. Já o porteiro do edifício foi levado coercitivamente à delegacia para prestar depoimento.

O corpo da corretora foi abandonado pelo síndico em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, que liga o município de Caldas Novas às cidades de Ipameri e Pires do Rio, também em Goiás. O Corpo de Bombeiros atua nas buscas pelos restos mortais, que estariam em uma área de barranco.

À polícia, Cleber afirmou que agiu sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão intensa com Daiane, no dia 17 de dezembro, data em que ela desapareceu. Ele relatou que deixou o condomínio dirigindo sua própria picape, com o corpo da vítima na carroceria.

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Imagens de câmeras de segurança já em posse da polícia mostram o síndico saindo do prédio por volta das 20h daquele dia, o que contradiz o primeiro depoimento prestado por ele, no qual havia afirmado que não saiu do local naquela noite.

As investigações apontam que Cleber e Daiane mantinham uma relação marcada por conflitos anteriores ao crime. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os desentendimentos começaram em novembro de 2024, quando a corretora teria alugado um apartamento no prédio para duas famílias de turistas. Ao todo, nove pessoas se hospedaram no imóvel, número superior ao permitido pelo condomínio.

De acordo com o MPGO, entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber teria praticado uma série de atos contra a corretora, incluindo monitoramento constante e interferências em sua vida profissional e pessoal, afetando sua liberdade e privacidade.

(pleno.news)





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