É o primeiro processo de impeachment na América do Sul que retira um presidente do cargo desde 2016, quando Dilma Rousseff deixou o poder no Brasil
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O presidente do Peru, Martín Vizcarra, sofreu um processo de impeachment e já está fora do cargo. A decisão aconteceu nesta segunda-feira (9) e foi alvo de muita polêmica. É o segundo impeachment que o presidente respondeu nos últimos dois meses.
De acordo com as informações oficiais, 105 deputados votaram sim pela saída do presidente do Peru. Para que a saída acontecesse de fato, o impeachment precisaria de 87 votos, ou seja, foi muito mais do que o necessário.
Dessa forma, o novo presidente do Peru vai ser Manuel Merino, que hoje é o líder do Parlamento. Assim, ele vai comandar o país, pelo menos, até o próximo mês de julho de 2021. Essa era a data em que o mandato de Vizcarra terminaria.
Vizcarra, aliás, saiu do cargo por “incapacidade moral permanente”. O presidente responde pela acusação de receber supostos subornos. Isso quando ele ainda era governador de Monquegua. Ele governou a região entre os anos de 2011 e 2014.
O presidente se defendeu. Vizcarra afirmou que as acusações não possuem nenhum fundamento. Além disso, ele acusou o Congresso de “brincar com a democracia”. Mas essas críticas não fizeram muita diferença na decisão final do Parlamento.
Impeachment
Manifestantes não gostaram nada do resultado e protagonizaram manifestações nas principais cidades do país. Em Lima, que é a capital, as pessoas gritavam palavras de ordem e levaram cartazes pedindo para “parar o golpe em andamento”.
O fato é que o Peru é um país que vive constantemente com essas ebulições políticas. Uma série de ex-presidentes tiveram esse mesmo caminho de Vizcarra. Ele também já mudou de vice duas vezes durante o seu mandato até aqui.
Fonte: Brasil123
