
Às vésperas do prazo de desincompatibilização — tempo-limite para a saída de ministros de Estado das respectivas funções caso queiram concorrer às eleições de outubro —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (31) a saída de 18 pessoas das chefias das pastas.
Até o momento, 14 deles confirmaram que vão deixar a função, e outros quatro devem informar essa decisão nos próximos dias. Um dos casos é o do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que teve a pré-candidatura a vice confirmada.
O calendário eleitoral estabelece que ocupantes de cargos no Executivo que desejarem participar do pleito deste ano terão de deixar os respectivos postos até o próximo sábado (4).
Quem permanece
- O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, deve permanecer no cargo até o fim do mandato;
- O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado à vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) e deve continuar no órgão até ter o futuro decidido em sabatina no Senado;
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve permanecer no cargo;
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanece no cargo.
Saídas confirmadas com substitutos definidos
- Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad já deixou a função e lançou pré-candidatura ao Governo de São Paulo. No lugar dele, assumiu Dario Durigan, ex-secretário-executivo do órgão;
- O chefe da Casa Civil, Rui Costa, também se afastará do posto e concorrerá ao Senado pela Bahia. Quem assumirá o posto será a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior;
- O ministro da Educação, Camilo Santana, deve se candidatar ao Governo do Ceará e terá como substituto Leonardo Barchini;
- A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, avalia se candidatar a deputada federal pelo Rio de Janeiro. Ela será substituída por Rachel Barros de Oliveira;
- A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, deixou o cargo para tentar se reeleger como deputada federal. No lugar dela, assume o secretário-executivo, Eloy Terena.
- O ministro dos Transportes, Renan Filho, cotado para disputar o Governo de Alagoas, deixa a pasta e será substituído por George Santoro;
- A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve concorrer ao Senado por São Paulo. O substituto dela no ministério será João Paulo Capobianco;
- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou a pré-candidatura ao Senado por São Paulo. Agora, a pasta será chefiada por Bruno Moretti;
- O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve tentar a reeleição ao Senado pelo Mato Grosso. Ele será substituído por André de Paula, atual ministro da Pesca. O Ministério da Pesca será comandado por Rivetla Edipo Araujo Cruz;
- O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, planeja se candidatar à reeleição por Pernambuco. O novo ministro da pasta será Tomé Barros Monteiro da Franca;
- O ministro do Esporte, André Fufuca, pode ser candidato ao Senado pelo Maranhão. Com a saída dela, a pasta será chefiada por Paulo Henrique Cordeiro Perna;
- O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, deve tentar a reeleição como deputado federal por São Paulo. Entra no lugar dele Fernanda Machiaveli;
- O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, pode disputar uma vaga no Senado pelo Amapá. Ele será substituído por Valder Ribeiro de Moura;
- O ministro das Cidades, Jader Filho, que deve concorrer pelo Pará, será substituído por Antônio Vladimir Lima.
Saídas confirmadas sem substitutos definidos
- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que concorrerá à Vice-Presidência.
- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve disputar o Senado pelo Paraná.
- O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, é cotado para disputar uma vaga por Pernambuco.
Situações indefinidas
- O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, avalia disputar um cargo eletivo por São Paulo.
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem possibilidade de concorrer a alguma vaga por Minas Gerais.
- O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, ainda decide se sairá do cargo para cuidar do marketing da campanha pela reeleição de Lula.