
Redação, Porto Velho RO, 14 de maio de 2026 - A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero, aprofundando uma das maiores investigações recentes envolvendo suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, vazamento de informações sigilosas e infiltração criminosa em estruturas públicas e financeiras do país. A nova ofensiva cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, o foco desta etapa é desmontar uma organização suspeita de atuar com intimidação, coerção, invasão de dispositivos informáticos e obtenção ilegal de dados sigilosos, em um esquema que teria sido usado para proteger interesses financeiros e interferir em investigações em andamento. Também foram autorizados afastamentos de cargos públicos, além do bloqueio e sequestro de bens dos investigados.
Entre os alvos desta nova fase está o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao chamado “escândalo do Banco Master”. A operação também atingiu agentes da própria Polícia Federal, incluindo policiais da ativa e aposentados suspeitos de vazar informações estratégicas para beneficiar integrantes do grupo investigado. Uma delegada federal foi afastada das funções por decisão judicial.
A Compliance Zero tornou-se uma investigação de grandes proporções desde a primeira fase, iniciada em novembro de 2025. De lá para cá, a PF já realizou dezenas de prisões, centenas de buscas e bloqueios bilionários de patrimônio. O caso passou a envolver empresários, operadores financeiros, agentes públicos, integrantes do sistema bancário e até políticos com foro privilegiado. Na 5ª fase, realizada na semana passada, o senador Ciro Nogueira foi alvo de buscas autorizadas pelo STF em apurações relacionadas a supostas vantagens indevidas e favorecimentos políticos.
As investigações apontam suspeitas de crimes financeiros complexos, emissão de créditos fraudulentos, movimentações financeiras irregulares, lavagem de dinheiro e uso de estruturas empresariais para ocultação patrimonial. A PF também apura a existência de uma rede de influência destinada a neutralizar fiscalizações e acessar informações protegidas dentro de órgãos públicos.
O avanço sucessivo da operação amplia a pressão sobre os investigados e reforça a gravidade de um caso que já é tratado nos bastidores de Brasília como um dos maiores escândalos financeiros e institucionais em apuração no país.
Fonte: noticiastudoaqui.com