Flávio Bolsonaro é denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa



As investigações constataram "movimentações financeiras atípicas" de 75 assessores ou ex-assessores de deputados estaduais do Rio

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia foi oferecida em função do conhecido “Caso Queiroz”, também conhecido o processo pelas “rachadinhas”.

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Flávio e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz são suspeitos de comandarem um suposto esquema de repasses ilegais de salários de funcionários do gabinete do agora senador quando ele era deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O filho do presidente é investigado pelo MP-RJ por suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa desde julho de 2018. A investigação começou a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

As investigações constataram “movimentações financeiras atípicas” de 75 assessores ou ex-assessores de deputados estaduais do Rio. Fabrício Queiroz, assessor de Flávio quando o filho do presidente era deputado estadual fluminense, foi um dos citados. Ele movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 – a quantia era incompatível com a renda dele.

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Para o MP, Queiroz operava, a mando de Flávio, um esquema de “rachadinha”. Ou seja, ele recolheria a maior parte dos salários dos colegas de gabinete, para repassá-lo ao filho do presidente.

Desde o início do ano surgiam rumores de que a denúncia estava prestes a ser apresentada devido o nível de embasamento das provas que o MP juntou ao longo da investigação. No entanto, uma série de imbróglios judiciais, envolvendo principalmente o foro do senador, prorrogaram o andamento do caso.

Antes da denúncia, o processo estava nas mãos do subprocurador-geral de Justiça e Direitos Humanos, Ricardo Ribeiro Martins. Quem tocou quase toda a investigação, contudo, foi o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc).

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Fonte: Brasil123



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