Governadores na CPI: O medo virou desespero e agora tentam "dupla cartada" para escapar



 

Após a confirmação, na semana passada, de que nove governadores serão chamados a depor na CPI da pandemia, no Senado Federal, o que pode abrir as portas para que todos os demais sejam chamados em breve, o medo de ter que prestar contas sobre os bilhões de reais em verbas federais enviadas para o combate ao vírus chinês, agora virou desespero.

Representados pelo Fórum Nacional dos Governadores, eles encaminharam um ofício ao presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), alegando que não deveriam falar, com base na mesma norma constitucional que proibiria, por exemplo, que o presidente da República fosse convocado.

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"A análise sistêmica das normas constitucionais impõe o necessário respeito ao pacto federativo, sendo manifestamente proibido aos Poderes de uma determinada esfera o exercício das competências de outra esfera da Federação", diz o documento entregue na sexta-feira (28).

Numa primeira cartada, os governadores já haviam apelado ao STF, onde impetraram ação solicitando que a Corte os livrasse dos depoimentos, também sob justificativa de que a imunidade garantida ao presidente, pelo artigo 50 da Constituição, se estenderia aos chefes dos executivos estaduais e municipais. O pedido, entretanto, ainda não foi distribuído para um ministro.

Mas o que chama a atenção nesta ação, é que, ainda que apenas nove governadores tenham sido chamados a depor, 17 assinaram a petição, dando a entender que “ devem e temem” alguma coisa:

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Estes são os governadores que assinaram o pedido ao STF:

•Alagoas - Renan Filho (MDB)

•Amazonas - Wilson Lima (PSC)

•Amapá - Waldez Góes (PDT)

•Bahia - Rui Costa (PT)

•Distrito Federal - Ibaneis Rocha (MDB)

•Espírito Santo - Renato Casagrande (PSB)

•Goiás - Ronaldo Caiado (DEM)

•Maranhão - Flávio Dino (PCdoB)

•Pará - Helder Barbalho (MDB)

•Pernambuco - Paulo Câmara (PSB)

•Piauí - Wellington Dias (PT)

•Rio de Janeiro - Cláudio Castro (PL)

•Rio Grande do Sul - Eduardo leite (PSDB)

•Rondônia - Coronel Marcos Rocha (PSL)

•Santa Catarina - Carlos Moisés (PSL)

•São Paulo - João Doria (PSDB)

•Sergipe - Belivaldo Chagas (PSD)

•Tocantins - Mauro Carlesse (PSL)

O que os governadores parecem ter esquecido, entretanto, é que eles foram chamados a depor, não na condição de réus. E que as investigações movidas pela CPI (é o que se espera) são para esclarecer desvios de recursos de verbas federais, ainda que no âmbito dos estados.

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Eles vêm, neste primeiro momento, como colaboradores. Mas ao que tudo indica, pelo desespero de não querer falar, devem sair mesmo como investigados.

(Jornaldacidadeonline)



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