OAB exige investigação no caso do promotor que comparou advogada a cadela



OAB e OAB/AM acionam corregedor e solicitam medidas disciplinares contra promotor Walber Nascimento

 

Em prol da advogada, a Ordem dos Advogados do Brasil – Conselho Federal, em conjunto com a OAB Seccional Amazonas, solicitaram ao corregedor nacional do Ministério Público a instauração de reclamação disciplinar. O fato se deu em virtude de recente incidente, onde o promotor Walber Nascimento teria comparado a advogada Catharina Estrela a uma cadela durante uma sessão de júri.

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A posição da OAB em relação ao episódio é clara e pautada na indignação. No pedido feito ao corregedor, a entidade expressou a sua preocupação com o respeito à dignidade profissional, os direitos humanos e a igualdade de gênero.

Qual a origem do incidente com a Advogada Catharina Estrela?

A entidade destacou que tal conduta é incompatível com os princípios éticos e morais essenciais para a atuação de um membro do Ministério Público. “Por mais que se pretenda justificar a declaração em um suposto contexto ou esclarecer que não se desejava dizer o que de fato foi dito, é certo que a fala do membro do Parquet é completamente inadmissível em qualquer circunstância, porquanto puramente ofensiva e absolutamente inadequada no exercício de ato profissional, mormente ao se referir a advogada, profissional merecedora, no mínimo, do igual respeito e urbanidade conferido ao representante do MP“, revela o documento.

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O incidente ocorreu durante uma audiência na 3ª vara do Tribunal do Júri do Amazonas, realizada na terça-feira, 12. A advogada Catharina Estrella acusou o promotor de justiça Walber Nascimento de compará-la a uma cadela. Segundo divulgado nas redes sociais, o promotor afirmou que não ofendeu a advogada, mas destacou que em termos de lealdade era mais apropriado compará-la a uma cadela, visto que o animal seria mais leal.

Como foi a reação da advogada e da OAB/AM?

Após o momento constrangedor, a advogada apareceu em um vídeo postado no Instagram juntamente com o presidente da OAB/AM, Jean Cleuter, reforçando que tal desrespeito não faz parte do exercício da profissão e que nada foi feito pelo juiz ao presenciar tais ofensas. A OAB, tanto no nível federal, quanto estadual, busca agora medidas disciplinares contra o promotor, de modo a preservar a ética e o respeito essenciais ao exercício da advocacia.

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Fonte: Migalhas



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