
Redação, Porto Velho RO, 24 de fevereiro de 2026 - Nesta terça-feira, o deputado federal Coronel Chrisóstomo voltou a cobrar coerência política e apoio para o avanço das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para apurar fraudes, irregularidades e prejuízos que atingiram aposentados e pensionistas no Brasil.
Durante sessão no Congresso Nacional, o parlamentar exibiu um vídeo com declaração do presidente da República no sentido de apoiar a investigação e afirmou que foi o primeiro a apresentar a proposta de aprofundar esse trabalho, reforçando a necessidade de esforços conjuntos dos parlamentares no colegiado.
A CPMI do INSS foi instalada em 2025 com o objetivo de examinar um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, falhas de controle e possíveis fraudes que causaram prejuízos a milhões de segurados. O grupo parlamentar já ouviu diversas testemunhas e investigados, e tem se confrontado com desafios judiciais e institucionais, como a negativa de depoimentos por parte de alguns convocados, decisões do Supremo Tribunal Federal que impactam o desenvolvimento das apurações e pedidos de prorrogação dos trabalhos devido à complexidade do caso.
Um dos pontos recentes de tensão relata que o depoimento do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi desobrigado por decisão judicial, o que levou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, a recorrer ao STF para tentar garantir a presença do empresário diante dos parlamentares. A comissão também tem acompanhado depoimentos de outros envolvidos, como representantes de entidades investigadas, e enfrentado episódios em que convocados optaram pelo silêncio ou tiveram suas respostas limitadas durante a oitiva.
O chamado de Coronel Chrisóstomo por “coerência” reflete a pressão interna da comissão para que todos os parlamentares deem sequência às investigações, superando obstáculos regimentais e jurídicos, e consolidando o esforço do Legislativo em esclarecer como funcionam as irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A CPMI tenta mapear com precisão responsabilidades, relações contratuais, possíveis envolvimentos de empresas e entidades intermediárias e mecanismos que facilitaram os descontos indevidos, além de avaliar recomendações para aprimorar a fiscalização no futuro.
A expectativa é que os trabalhos da comissão se estendam por mais semanas — inclusive com o pedido de prorrogação — para que se possa concluir o relatório final com propostas e encaminhamentos ao Ministério Público e à Justiça, caso necessário, consolidando a responsabilização de envolvidos e contribuindo para a proteção dos direitos dos beneficiários do sistema previdenciário brasileiro.
Fonte: noticiastudoaqui.com