
Rondônia decidiu não aderir à proposta do Governo Federal que tenta conter a alta do preço do diesel em todo o país, movimento que pode manter o combustível mais caro no estado em comparação a outras regiões.
A iniciativa federal prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado, com custo dividido entre a União e os estados. A medida tem caráter emergencial e busca reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre o consumidor.
Apesar disso, o governo rondoniense optou por ficar fora do acordo. Segundo a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), há dúvidas sobre a efetividade da proposta, principalmente quanto à garantia de que o desconto chegaria de fato ao consumidor final nos postos.
Outro fator determinante foi o impacto nas contas públicas. O modelo prevê divisão de custos entre estados e União, o que pode pressionar os cofres estaduais. Estimativas apontam impacto bilionário nas receitas, ainda que haja previsão de compensação via Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Rondônia integra um grupo reduzido de unidades da federação que resistiram à adesão — ao lado de estados como Pará, Amapá e Rio de Janeiro — enquanto a maioria já sinalizou participação no programa federal.
Na prática, especialistas avaliam que a decisão pode resultar em preços menos competitivos do diesel no estado, com reflexos diretos no custo do transporte e, consequentemente, no preço de produtos e serviços, especialmente em uma região altamente dependente da logística rodoviária.
O plano federal faz parte de um pacote mais amplo para tentar conter a escalada dos combustíveis, impulsionada por fatores internacionais. Mesmo sem adesão total dos estados, o governo indica que a medida será implementada, ainda que com efeitos desiguais entre as regiões.
Fonte: noticiastudoaqui.com