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Como será o novo mapa das desigualdades em 2020

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ColunistaAroldo Vasconcelos

Esses dias, em uma de minhas pesquisas, fiz uma comparação dos dados do IBGE, do IPEA e outros organismos internacionais, entre esses, o que mede o Global Hunger Index By Severity – o Indice Global da Fome no planeta. E aparentemente, a PANDEMIA poderá colaborar com uma sensível elevação desses registros até dezembro próximo.

Para aqueles que alcançaram salários fixos, rendimentos empresariais de 7 dígitos, compatíveis com um patrimônio de casas, camionetes cabine dupla, sítios, fazendas, empresas, rede social influente, viagens semestrais de férias pelo globo, entre outros benefícios que a vida moderna e cheia de conforto e tecnologias traz, esse tema não é relevante, mas, pasmem incomoda muito.

E, na verdade, aqui no Brasil, esse otimismo ilusório das classes de renda familiar acima de US$ 2.500 mensais poderá cair por terra; e, logicamente, essa natural falta de sensibilidade com os demais ocupantes da base da pirâmide que está na raiz de todos os males sociais, poderá em tempos de crise ser revisada.

Mas, como tudo está interligado em economia, igual nos ecossistemas biológicos.

A sociedade humana, afinal de contas, imita, muitas vezes sem saber ou sem compreender, leis cósmicas e milenares, que para muitos, inclusive, os pretensos doutores mergulhados nas vaidades de suas teorias acadêmicas e cheias de retórica que apenas pretende manter os status quo alcançados, não compreendem.

No Brasil a divisão da população em classes socioeconômicas é baseada no Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), que é o levantamento feito pela ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) e surgiu em 1997.

É o critério mais utilizado pelos institutos de pesquisa de mercado e opinião, também é adotado pelas empresas do setor para classificar os estratos sociais.

Abaixo eu reproduzo o quadro que expressa esse critério de identificação das classes.

Entre 2015 e 2018 apenas os estados do Tocantins, Santa Catarina e Paraíba tiveram registros de índices negativos na quantidade de famílias (ou seja, melhores posições), enquanto que os estados Sergipe, Bahia e Acre alcançaram nível superior a 5%.

Segundo a Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE em 2018, mais de 27% da população brasileira (54 milhões de pessoas) estavam abaixo da linha da pobreza e o mesmo documento afirmava que seriam necessários 11 Bilhões de reais ao mês para a transformação desse quadro.

E antes que eu esqueça, vamos deixar aqui o registro ao querido e querida que me Leem: Pessoas que recebem menos eu 5,5 US$ por dia são qualificadas pelo Banco Mundial como aqueles que estão abaixo da linha da pobreza.

Ora, todos sabemos que entre 2017 e 2020 muito tem ocorrido na “terra brasilis”, nos campos diversos, entre estes, no campo essencial da política, onde muitas mudanças estão sendo vistas e, às vezes, solenemente, desejadas; reformas que não acontecem, transformações na indústria de base, da construção civil, da transformação e dos portos aliada a inexistência de planos estruturante decenais de políticas econômicas e sociais fazem com que Estado venha cuidando há algum tempo, apenas de Estado.

Vemos de quatro em quatro anos, partidos e pessoas que alcança o Palácio e as cadeiras do Congresso com suas fórmulas mirabolantes, as quais não tem dado e nem somado resultados.

O Brasil poderá findar 2020 com 16 ou 18 milhões de desempregados e um batalhão de mais de 30 milhões de jovens a procura de suas primeiras experiencias profissionais e não encontrar.

Possivelmente que as repercussões sociais no novo mapa da pobreza e da fome que todos estamos ajudando a desenhar faça profundos impactos em todas as vidas.

Violência, crises de saúde pública, epidemias tropicais, acidentes de trânsito, assaltos, furtos, roubos, latrocínios e mortes violentas são itens dos indicadores sociais que impactam o estilo de vida de muitas cidades, e, na medida em que não há quem cuide, ou quem se preocupe, por vocação ou por profissionalismo, ou por atuação de representação política, estaremos desenhando uma próxima década estranha.

Planos, programas, projetos, unidade na diversidade, trabalho, conceitos regionais, elevação da autoestima e efetivo trabalho potencializador dos serviços públicos com foco no social, na economia e na segurança pública, com mais educação voltada para conceitos e práticas solidárias e de vida associativa e feliz, serão sim possíveis; é preciso voltar a crer nisso, mesmo que hoje muitos de nós pensemos e agimos como que isso ficou no passado.

Somos brasileiros, cuidemos sim, uns dos outros.

Ninguém fora das nossas fronteiras fará isso, e, por favor, não tenha dúvidas dessa máxima. Estamos em tempo de uma grande reconstrução nacional de valores, e isso não se faz sem quebrar privilégios inexplicáveis e sem acabar com esse sentimento de que recursos públicos não tem dono.

Dinheiro público no Brasil tem dono sim. Somos todos nós: os contribuintes nacionais.

Façamos então o que é esperado por todos e está na Constituição e nos nossos corações e mentes, desde sempre.

 


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