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“E daí?” - É o mesmo que “foda-se!”

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ColunistaRudiney Prado
 

"E daí?“ e daí para quem ainda não sabe ou não quer saber, é uma expressão que equivale ao famoso foda-se. Comportamento esse que parece ser tão contagioso quando a Covid 19. Porque quando vejo pessoas caminhando aos montes nos parques e no Espaço Alternativo, sem máscaras, vejo que, assim como o presidente, tacaram o foda-se.

E nos muitos, muitos mesmo, estabelecimentos comerciais, displicentes com as medidas de segurança, que insistem em não exigir o uso da máscara para a clientela e que seus funcionários, quando tem uma máscara, atendem com ela no queixo, também vejo um monte de foda-se no ar.

Ar, que pode estar carregado de partículas contendo cargas virais do novo Coronavírus. 

Não é possível que esse presidente que já disse, entre tantas besteiras, que temos que enfrentar a pandemia como homem e não como moleque, seja tão inspirador a ponto de fazer da negação da realidade, aliada uma completa insensibilidade à dor humana, um exemplo a ser seguido. 

E daí? E daí que se tivéssemos um presidente moleque, no sentido de criança, talvez tivéssemos mais esperança. Mas ter no comando do País um “homem” desse nível mental, moral e espiritual, pode ser tão mortal quanto a pandemia que devemos enfrentar.

Vejam que não disse nível intelectual, porque existe sim uma inteligência política, altamente manipuladora nesse comportamento nada politicamente correto do principal mandatário do País. Parece que está dando certo.

Como gado, uma grande parte da população, está seguindo o mau exemplo de Bolsonaro. Está se negando a acreditar na ciência e nos números de mortos e infectados que, por mais que sejam expressivos, estão longe de representarem a real extensão da tragédia. 

Para essa manada de incautos o “ e daí?” é o que vale. A vida não vale nada.

Não vale nada a dor dos que perdem familiares e não podem estar presentes na despedida. Não vale nada os depoimentos desesperados dos profissionais de saúde, médicos e enfermeiros que lutam contra a falta de EPIs, falta de leitos e equipamentos necessários à missão de salvar vidas, inclusive as suas.

Entre esta manada estão aqueles que por alguma negligencia absurda, não fiscalizam e não definem quais as sanções para aqueles estabelecimentos que não fazem valer a regra do distanciamento e do uso obrigatório de máscaras.

Porque que será que não decretamos logo a obrigatoriedade do uso de máscaras nas ruas, já que elas estão cheias de pessoas aglomeradas, ou transitando nos parques, tacando o foda-se?  Será que não dá pra ser proativo um tantinho assim?

Os números mostram que nem todos somos “atletas” como o presidente para sobreviver a essa “gripezinha”.  Então se continuarmos tacando o foda-se e, se sobrevivermos, não poderemos nos dar ao luxo de dar de ombro como Bolsonaro e dizer “ não sou coveiro”.  

Em Manaus, para dar um exemplo próximo, parentes já tiveram que enterrar seus mortos, com as próprias mãos. Faltou também a pá.

Então não esperemos a pá de cal. Não esperemos que o foda-se venha substituir para sempre o “sinto muito”, o “meus pêsames”.

Além de humanidade, educação e postura, falta neste momento no Brasil mais médicos, enfermeiros, coveiros e um presidente também. Espero que não nos falte juízo.  Um “e daí?” ou um “foda-se” não resolve muita coisa. É coisa de moleque.

Autor: Rud Prado

Fonte: noticiastudoaqui.com

 

 

 


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