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SINAIS DE TENDÊNCIA AO ISOLAMENTO TURÍSTICO

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ColunistaAroldo Vasconcelos

A construção do atual mundo globalizado, onde o fluxo humano e
comercial de produtos e de serviços, em especial esses de tecnologias
e da indústria cultural e do turismo, dá sinais de possibilidade de
uma nova inflexão na curva aberta e acentuada.

O mapa mundial globalizado começou a ser construído entre os períodos
de necessárias reconstruções da Europa e outros países orientais, como
o Japão, depois das duas guerras mundiais e com a criação de uma
organização supranacional, a ONU que curiosamente tem sede na América
do Norte.

Então, na verdade esse conceito de globalização veio a luz saindo das
reuniões de cúpulas do poder econômico, político e militar para o
círculo das academias nas décadas de 80 e de 90 e há vinte anos todas
as crianças com mais de 10 anos já sabem o que significa.

Com as pandemias de vírus, como essa atualmente, do coronavírus
estamos talvez conhecendo uma nova tendência que pode ser a contramão
de tanta liberdade de ir e vir pelo planeta, ao menos como foi até
janeiro de 2020.

A pandemia mundial do COVID-19 fez todas as nações do globo correr
atrás de milhares de prejuízos de planejamento, coordenação e controle
relacionados com a saúde pública e privada, onde um minúsculo ser, por
meio de seus hospedeiros viajantes multinacionais e multiculturais
aproveitou-se do sistema de transporte aéreo, naval e rodoviário,
infectando até essa semana um total de mais de 127 milhões de humanos.

A mobilidade do cidadão globalizado buscando o turismo, o trabalho, o
conhecimento, a fé, negócios de toda sorte, amores, paixões,
pesquisas, divertimento e outras emoções dá o tom do contágio.

Ora, vejamos aqui, neste pequeno e despretensioso artigo, apenas uma
idéia, um caso; o caso da Austrália e seu novo modo de vida para
talvez podermos vislumbrar uma possível necessidade de mudança desses
hábitos atuais que foram construídos em mais de cinco décadas sob o
manto da liberdade individual, do conhecimento de tudo e da
produtividade e da qualidade total em produtos e serviços para o bem
da humanidade.

A Austrália é uma federação de seis estados, três territórios
continentais e seis territórios adicionais (sete contando com o
Território Antártico Australiano). O continente australiano é formado
por cinco dos seis estados federados e três dos territórios federais
(os territórios "internos") com um total de 7 milhões e seiscentos e
noventa e dois mil quilômetros quadrados, metade de sua geografia é
tropical mas o país é uma enorme ilha autônoma para os seus 26 milhões
de habitantes. Um paraíso maravilhoso no oceano Índico, sem a chatice
de vizinhos pobres querendo invadir seus territórios, sem uma floresta
que todos querem gerenciar e sem vizinhos produtores e distribuidores
de entorpecentes e muambas e quinquilharias diversas que tiram o sono
de governantes e da polícia.
Vamos olhar bem para a Austrália.

No jornal O Correio do Povo saiu dia 23 de março do corrente uma
matéria que diz o seguinte: (... O setor de artes da Austrália está
lentamente se recuperando dos impactos da Covid-19, com produções ao
vivo começando novamente em diversas cidades do país... Desde o início
da questão sanitária, medidas de restrição, controle fronteiriço,
monitoramento de casos e união política contribuíram para o índice de
apenas 909 mortes. Enquanto isso, o Brasil ultrapassou um novo recorde
no país: foram 3.158 óbitos, totalizando 298.843 vidas perdidas.); no
blog do Canal Rural em agosto de 2019, portanto antes da pandemia,
podemos ler um doce comparativo entre eles e nós (Brasil) assim: ( ...
Austrália, O Brasil que deu certo... " Brasil e Austrália são nações
novas, localizadas no hemisfério sul e descobertas no mesmo período,
na chamada  “Era dos Descobrimentos”. O Brasil foi encontrado pelos
portugueses em 1.500 e a Austrália pelos holandeses em 1.606. Os
portugueses se apossaram do novo território e os holandeses não.
Posteriormente (1.770), a posse e a colonização da Austrália foi
reivindicada pelos ingleses e hoje ela é parte da Comunidade
Britânica. Pela lógica, seria pertinente esperar que os dois países
evoluíssem simultaneamente, pois ambos têm similaridades quanto à
idade do descobrimento, ao tamanho do território e à abundância de
recursos naturais. Na verdade, o potencial do Brasil quanto ao
aproveitamento do solo para atividades agrícolas é muito superior ao
da Austrália, embora a Austrália leve vantagens nas riquezas minerais.

Mas, conforme indicam os índices de desenvolvimento de ambos países, a
Austrália aproveitou melhor as oportunidades, se desenvolveu
rapidamente e hoje integra o seleto grupo das nações desenvolvidas.
Ostenta o 2º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Planeta e
um PIB/capita superior ao do Reino Unido, da França, da Alemanha, do
Canadá ou do Japão. Sua economia teve crescimento médio de 3,6% ao ano
nas décadas de 1990 e 2000, ante 2,5% da OCDE (Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Foi o único membro desta
Comunidade que não teve recessão na crise financeira de 2008/09 e
ostenta o recorde mundial de 27 anos sem recessão (1991 a 2018).

O trem da prosperidade que passou pela Austrália também passou pelo
Brasil. A diferença está no aproveitamento das oportunidades feito por
ambos os países. O território australiano é um pouco menor que o do
Brasil e a população deles é 8,5 vezes menor. A taxa de natalidade dos
australianos é baixa e o país precisa de imigrantes para ocupar e
desenvolver tão vasto território. Sua taxa de desemprego é inferior a
6% e a renda média anual é das mais altas do Planeta: cerca de US$ 54
mil/pessoa. " (...)
Por favor, para não perder o sentido do título proposto nesse artigo,
anota ai essa informação de fevereiro de 2021 que diz que a Austrália
tem mantido as suas fronteiras internacionais fechadas desde março de
2020 e só permite a entrada dos seus residentes e cidadãos, alguns dos
seus familiares mais próximos, diplomatas e outras exceções.

As autoridades australianas anunciaram no final de fevereiro que vão
disponibilizar 20 vôoos charter para repatriar alguns dos mais de 30
mil residentes e cidadãos australianos no estrangeiro, depois de a
companhia aérea Emirates ter anunciado que iria suspender os voos para
Melbourne, Sidney e Brisbane. Qualquer pessoa que entre no país está
sujeita a uma quarentena obrigatória de 14 dias.

Talvez seja por essas e outras razões em negrito que destaquei no
oitavo parágrafo que eles já estão retomando suas vidas, mas entre
eles, na ilha deles sem o entrelaçamento social globalizado que tantas
pessoas amam planeta afora.

Graça e paz.

Por Francisco Aroldo, economista
Conselheiro do CORECON-RO


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