Fogo, fumaça, doenças e a incompetência do estado



 

Cidades do Norte e Centro-Oeste, notadamente Porto Velho e Manaus, estão revivendo dias sem sol à vista, transformado numa bolinha alaranjada, escondido por espessas camadas de fumaça.

Algo que foi comum, aceitável e compreensível nas décadas de 70 e 80. Especialmente em Rondônia que vivia a efervescência da colonização e a ocupação das terras por colonos oriundos de todos os cantos do Brasil.

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Naqueles tempos, os veículos circulavam com faróis de milha para penetrar a fumaça e permitir visibilidade de 30 metros, em pleno meio-dia. E ainda assim, muitas vezes, obrigado a parar o veículo no acostamento e aguardar que a fumaça e a poeira se dissipassem para, só então, seguir viagem.

Noutras vezes, além dos elementos citados acima, a parada se tornava obrigatória por conta do fogo, com grandes chamas e furor provocado pelo vento, queimando mato nas margens da rodovia e ameaçando quem ousasse enfrentá-lo.

Tudo isso decorrente das derrubadas da selva amazônica, ação obrigatória para preparar a terra recebida do Incra, para o plantio, condição exigida para manter a posse da terra. Tanto nos projetos de assentamentos quando nas cidades que nasciam, especialmente, em Rondônia.

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Assim, muitos verões se passaram sem se ver o brilho pleno do Sol. Em muitos dias nem mesmo a bolinha alaranjada aparecia.

Somente a partir de outubro, quando o inverno amazônico entrava em pleno curso, era possível voltar a contemplar a beleza de uma manhã ensolarada ou o encanto de um entardecer.

Os tempos mudaram, as regras ambientais de preservação e combate às queimadas foram impostas, narrativas chamando a selva amazônica de ‘pulmão do mundo’ foram disseminadas, mas a cultura das queimadas para limpar o terreno, continuam impregnadas e latentes no indivíduo amazônico.

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É difícil extirpar um costume secular tão arraigado quanto este. Tanto que os povos das florestas, em destaque os próprios indígenas, apontados hoje como vítimas deste comportamento, continuam a usar o fogo para fazer as suas roças.

Entre a população urbana, e hoje Rondônia tem mais de 100 cidades entre sedes de municípios e cidades distritais, continua o costume de limpar os terrenos baldios, com fogo. Até mesmo os monturos dos quintais, são limpos pelo fogo.

E não adianta os brigadistas, bombeiros e outros órgãos públicos aplicar multas, se o estado não tem interesse real e vontade política verdadeira, de combater os crimes ambientais.

As leis são tolerantes, a justiça é inoperante, o combate repressivo é seletivo, de acordo com a narrativa do momento, e o que fica é a impunidade e a sanha arrecadatória estimulando o crime.

Além, claro, das ações de enxugar gelo, transvestidas de atos de preservação para enganar trouxas e estimular gordas verbas ao Fundo Amazônico, que ninguém sabe para onde vão. Aliás, só a Marina sabe.

E, claro, os prejuízos aos biomas com o assassinato e a dizimação ade espécies de vidas.

É do que trata o ‘Língua de Fogo’ de hoje.

Veja o vídeo, a seguir, e faça o seu próprio juízo. Aproveite e se inscreva na página noticiastudoaqui no youtube, e acompanhe, também, outros conteúdos como o podcast ‘Sem Papas na Língua’ publicado toda terça-feira, às 17hs30.

Veja agora, manifestações complementares sobre os fatos acima, em pequenos vídeos.

Fonte: noticiastudoaqui.com                                    

 

 



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