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Tá certo, certíssimo quem critica e cobra das autoridades, promessas feitas e ações necessárias por uma vida melhor na cidade.
É verdade, verdade verdadeira, o grito de clamor, de desespero e até de dor, quando as águas das chuvas, subitamente, invadem nossas casas e levam, num instante, o que levou anos de trabalho e sacrifício para se obter.
Desde a torrencial chuvarada do último sábado, dia 13 à tarde, que alagou toda a cidade e causou muitos transtornos e prejuízos, que o portovelhense anda de olho no tempo e de ouvidos aguçados para as previsões, sempre anunciando a possibilidade de mais água cair dos céus.
Mas o que podem fazer os moradores das áreas mais afetadas por falta de infraestrutura urbana? O máximo que poderá fazer será suspender as coisas para protege-las da invasão das águas. Se estiver em casa na hora, claro.
Todos sabemos que Porto Velho é uma planície, com muitas áreas que antes eram pantanosas, enxarcadas, e cortada por antigos igapós, pequenos riachos desaguando no Rio Madeira.
Foi sobre estas áreas que a cidade cresceu, sem planejamento prévio, através de invasões, e hoje, com dezenas de bairros, abriga mais de 400 mil pessoas.
Mas lembremos: esta cidade centenária já foi, até recentemente, muito, mais muito pior. Nos últimos anos deu uma significativa melhorada.
Mesmo assim, é a pior capital do país, com as piores taxas de saneamento básico, água tratada e rede de drenagem de águas das chuvas.
E tem mais: mesmo sabendo de suas deficiências, o que nós fazemos para melhorar? Nada. E para piorar? Tudo.
Na maior falta de educação, jogamos lixo nos terrenos baldios, nas calçadas, no meio das ruas e entupimos os igarapés urbanos, que agora chamamos de canais, com todo tipo de descarte: de animais mortos a moveis velhos; de entulhos de obras a pneus, além de muita merda.
Claro que, quando São Pedro manda um aguaceiro daquele, igual o de sábado, todas estas porcarias entopem os caminhos das águas.
É aí que águas castigam nossa má conduta: manda,, pra dentro de nossas casas, todas as merdas que nós jogamos nas ruas e nos canais da cidade.
Passou da hora de mudarmos o rumo desta prosa. De sermos mais cuidadosos com o que nos pertence. A cidade é nossa! Fique de olho nas nuvens, e mude os maus hábitos.
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Fonte: noticiastudoaqui.com
