Depois de quebrar as famílias do país com juros, taxas e dívidas, Lula cobra solução do novo ministro da Fazenda




Mesmo com a primeira redução da Selic por parte do Banco Central em março, o percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer atingiu 80,4% em março de 2026, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será encaminhado ao Palácio do Planalto. O intuito é servir de subsídio na construção de uma caminho junto ao Ministério da Fazenda para que os brasileiros consigam renegociar as dívidas.

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Alta do petróleo pode piorar cenário

Fevereiro já tinha alcançado a marca altíssima de 80,2%. O novo recorde reforça o alerta da Confederação para os próximos meses, tendo em vista os efeitos do conflito no Oriente Médio e as consequências da alta do petróleo no bolso do consumidor.

Reação do governo federal

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O cenário é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou preocupação com os dados de fevereiro. Afirmou, há poucos dias, que o endividamento das famílias brasileiras é um problema que acaba ofuscando o avanço da economia do país. Ele pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma solução. Com mais um mês de alta no endividamento, o incômodo de Lula vai aumentar.

Garantia da União em operações

Durigan adiantou que estuda lançar um programa de renegociação de dívidas das famílias para reduzir o endividamento por meio de descontos e possível garantia da União nas operações. A proposta foca, principalmente, nas dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia, considerados os principais motivos de aperto financeiro dos brasileiros. Atualmente, o comprometimento da renda das famílias com dívidas atinge 29,3%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011 pelo Banco Central.

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Incerteza inflacionária

A CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final. Somado aos juros elevados, a alta dos preços do diesel e combustíveis em geral tem gerado incerteza inflacionária.

Pressão sobre renda mais baixa

“Vemos uma nova rodada de reajuste das expectativas de inflação para os próximos meses, fenômeno que, se confirmado, pressionará desproporcionalmente o orçamento das famílias de renda mais baixa”, avalia Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.



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