
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), uma das maiores ofensivas do ano contra o crime organizado no Brasil. Batizada de Operação Força Integrada III, a ação mobiliza centenas de agentes em 15 estados para desarticular organizações criminosas investigadas por tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outros delitos de alta gravidade. A operação é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem órgãos federais e estaduais em uma atuação simultânea em diferentes regiões do país.
Ao todo, estão sendo cumpridos 180 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e diversas medidas cautelares, incluindo bloqueio de contas, sequestro de bens e restrições patrimoniais determinadas pelo Poder Judiciário. O objetivo é enfraquecer a estrutura financeira das organizações criminosas, retirando delas os recursos utilizados para manter suas atividades ilícitas.
As diligências ocorrem simultaneamente nos estados do Amapá, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Paraná, por meio de operações específicas voltadas ao combate de diferentes grupos criminosos. Entre as maiores frentes estão as ações no Pará e na Paraíba, que concentram o maior número de ordens judiciais expedidas nesta etapa da ofensiva nacional.
As investigações abrangem esquemas de tráfico interestadual de drogas, lavagem de capitais, homicídios, roubos de cargas, fornecimento de insumos para adulteração de entorpecentes e outras modalidades de atuação de facções criminosas. Em alguns estados, a Justiça também autorizou o bloqueio de patrimônio, retirada de equipamentos utilizados pelos investigados e apreensão de bens considerados produto ou instrumento do crime.
Além da Polícia Federal, participam da operação as polícias Civil, Militar e Penal, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), secretarias estaduais de Segurança Pública e guardas municipais. Segundo a PF, a integração entre os órgãos busca ampliar a capacidade de resposta do Estado, interromper o fluxo financeiro das organizações criminosas e reduzir sua influência em diferentes regiões do país. Um balanço consolidado da operação deverá ser divulgado após a conclusão das diligências realizadas nesta quarta-feira.
Fonte: noticiastudoaqui.com