A meu ver, comete um tremendo erro de avaliação quem pensa que o governador de Rondônia, Cel. Marcos Rocha, está politicamente morto, incapaz, por isso mesmo, de levar a bom termo suas eventuais pretensões políticas. Respeito os que pensam diferente de mim. Escrevo não como partidário do senhor Rocha, tampouco na condição de alguém que detém procuração para defendê-lo, muito menos de quem ocupa cargo em sua administração. Faço-o baseado em evidências. Que evidências? Pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data, divulgada pelo Diário do Poder, em outubro de 2025, na qual 58% do eleitorado aprova sua gestão. Isso não faz muito tempo.
Reconhecidamente, o governo Marcos Rocha estagnou na prestação de serviços à população nas áreas da saúde, segurança pública, infraestrutura, mas registrou resultados positivos em outras. Isso é próprio da dinâmica da gestão pública. O sucesso ou fracasso de alguns setores da administração depende de fatores os mais diversos, entre eles a questão orçamentária. Nenhum governo é cem por cento bom.
Marcos Rocha reelegeu-se, no segundo turno, com quase 54% dos votos válidos. Seu governo tem problemas? Claro! Isso é natural. Mas esse expressivo percentual eleitoral não virou pó da noite para o dia, como erroneamente alguns imaginam. Quer queira, quer não queira, Rocha possui peso na balança eleitoral que o credencia não só a disputar uma vaga para o Senado, com possibilidade de êxito, como também de influenciar no processo sucessório. Por isso, não convém subestimá-lo.
Valdemir Caldas