Argentina se opõe ao Brasil e defende acordos bilaterais no Mercosul



A chanceler argentina Diana Mondino pede por mais “flexibilidade” e por negociações comerciais individuais fora do bloco econômico

 

A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, defendeu no domingo (7.jul.2024) a negociação de acordos bilaterais por integrantes do Mercosul (Mercado Comum do Sul). A declaração se opõe ao entendimento do governo brasileiro, de que o bloco deve firmar tratados comerciais de forma coletiva.

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Segundo Mondino, os países do Mercosul devem ter “flexibilidade” de fechar acordos de livre comércio isoladamente, em casos de conveniência para a nação. O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou (Partido Nacional, de centro-direita) também é crítico do protecionismo do bloco.

“Pensemos na possibilidade de acordos bilaterais. É muito difícil que todos estejam de acordo em todos os temas. Eventualmente pode haver um caso em que um acordo comercial bilateral seja conveniente”, disse Mondino.

A ministra também defendeu a revisão gerencial do funcionamento do Mercosul. Criado em 1991, o bloco é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela (suspensa do bloco desde 2016) e Bolívia –oficializada na cúpula que começou em Assunção (Paraguai) nesta 2ª feira (8.jul).

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São iniciativas positivas para que possamos trabalhar melhor, não eliminar nem matar nada”, disse Mondino.

REUNIÃO MERCOSUL 2024

A 64ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados é realizada em Assunção, no Paraguai. No encontro, foi feita a troca do comando temporário de 6 meses do grupo: indo do país sede da reunião para o Uruguai.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta 2ª feira (8.jul) do último dia da reunião do bloco econômico. Em seu discurso, o petista criticou a tentativa de golpe na Bolívia, culpou a Europa pelo fracasso de acordo com bloco e citou avanços com a China.

A reação unânime ao 26 de junho na Bolívia e ao 8 de janeiro no Brasil demonstram que não há atalhos à democracia em nossa região. Mas é preciso permanecer vigilante. Falsos democratas tentam solapar as instituições e colocá-las a serviço de interesses reacionários. Enquanto nossa região seguir entre as mais desiguais do mundo, a estabilidade política permanecerá ameaçada”, disse.

Sobre as divergências dentro do bloco, Lula disse que o grupo é “resiliente e tem sobrevivido aos difíceis anos de desintegração”.

Pensar igual nunca foi critério para engajamento construtivo nas tarefas do bloco”, declarou o presidente brasileiro.

(Poder360)



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